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Brasil social

Saúde

Política de saúde deve ser avaliada por acesso, cobertura, prevenção, medicamentos, profissionais e resultados — não apenas por inaugurações.

Última auditoria editorial e técnica: 28 de agosto de 2026.

Primeiro: o SUS não nasceu em governo do PT

O Sistema Único de Saúde é fruto da Constituição de 1988 e foi regulamentado principalmente pelas Leis nº 8.080 e nº 8.142, de 1990. Governos posteriores podem ser avaliados por financiamento, expansão, programas e gestão — não pela criação do SUS.

Farmácia Popular

2004

Criação

O programa foi criado no primeiro governo Lula para ampliar acesso a medicamentos.

24,07 mi

Atendidos em 2024

Segundo o Ministério da Saúde.

31.170

Farmácias em 2024

Rede credenciada em 4.758 municípios, cobertura de 85%.

Em fevereiro de 2025, o Ministério da Saúde passou a ofertar gratuitamente todos os 41 itens da lista do programa. O dado de cobertura é relevante, mas o impacto em saúde deve ser medido também por adesão ao tratamento, controle de doenças e redução de internações evitáveis.

Mais Médicos

Criado em 2013, o programa busca reduzir carência de profissionais em áreas prioritárias. Em 2025, o Ministério da Saúde registrava 27,4 mil médicos — crescimento de 97% frente a 2022 —, com 60% dos profissionais em municípios de média a altíssima vulnerabilidade e 693 atuando nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

Quantidade de profissionais não é desfecho de saúde

Quatro níveis de avaliação

1) estrutura: unidades, equipes e medicamentos; 2) acesso: consultas e cobertura; 3) qualidade: tempo, continuidade e resolutividade; 4) desfecho: mortalidade, internações e controle de doenças. Um programa pode avançar nos dois primeiros e ainda precisar melhorar nos demais.

Financiamento e pacto federativo

O SUS é descentralizado. União, estados e municípios financiam e executam partes diferentes do sistema. Portanto, atribuir toda fila, sucesso ou falha diretamente ao presidente é metodologicamente errado.

O que ainda precisa melhorar

  • tempo de espera para consultas especializadas e cirurgias;
  • fixação de profissionais em áreas remotas;
  • atenção primária e prevenção;
  • saúde mental e envelhecimento populacional;
  • integração de dados e continuidade do cuidado;
  • eficiência do gasto sem reduzir universalidade.

Fontes principais