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Economia & comparação

Economia em números

Inflação, PIB, renda, juros, dívida e emprego são resultados de sistemas complexos. A página evita a ficção de que um presidente controla sozinho todos eles.

Última auditoria editorial e técnica: 28 de agosto de 2026.

Economia em números, sem atribuição mágica ao presidente

PIB, inflação, emprego e renda respondem a decisões do governo, mas também ao Banco Central, Congresso, empresas, câmbio, commodities, clima, demografia e choques internacionais. A página compara resultados e mecanismos; não trata correlação temporal como prova de causalidade.

2,3%

PIB em 2025

Crescimento real frente a 2024; PIB total de R$ 12,7 trilhões.

4,26%

IPCA em 2025

Abaixo dos 4,83% de 2024.

5,6%

Desocupação em 2025

Menor taxa anual da série da PNAD Contínua.

PIB: crescer não é o mesmo que enriquecer igualmente

O PIB cresceu 2,3% em 2025 e chegou a R$ 12,7 trilhões. O PIB per capita foi R$ 59.687,49, alta real de 1,9%. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, praticamente estável frente aos 16,9% de 2024.

Um alerta importante

PIB total mede produção. Para avaliar bem-estar, também precisamos de PIB per capita, renda das famílias, pobreza, emprego, distribuição de renda e serviços públicos.

Inflação recente

AnoIPCAObservação
202110,06%Inflação de dois dígitos no governo Bolsonaro.
20225,79%Desaceleração forte frente a 2021.
20234,62%Queda frente a 2022.
20244,83%Alta pequena; o grupo Alimentação e bebidas subiu 7,69%.
20254,26%Nova desaceleração; energia elétrica pressionou habitação.

“O governo controlou a inflação” é uma simplificação

A inflação depende de política monetária conduzida pelo Banco Central, política fiscal, câmbio, oferta de energia, alimentos, preços internacionais, expectativas e choques climáticos. O governo federal influencia parte desses canais, mas não os controla sozinho.

Comparações históricas mostram ciclos, não uma linha partidária

O PIB cresceu 7,5% em 2010, favorecido também pela baixa base de 2009 após a crise global. Em 2015 e 2016 caiu 3,5% e 3,3%, respectivamente. A mesma legenda partidária, portanto, pode conviver com fases macroeconômicas muito diferentes.

Mercado de trabalho em 2025

A desocupação anual foi 5,6%, o rendimento real habitual chegou a R$ 3.560 e a massa de rendimentos bateu recorde. Ao mesmo tempo, a informalidade era 38,1%. Um mercado aquecido pode continuar estruturalmente desigual e informal.

O painel econômico do site

  • PIB real e PIB per capita;
  • IPCA geral e grupos que mais pressionam famílias;
  • desemprego, subutilização e informalidade;
  • renda real e massa de rendimentos;
  • investimento e produtividade;
  • dívida e resultado fiscal, sempre com definição do conceito usado;
  • juros reais e nominais, distinguindo decisão do Banco Central de decisão fiscal.

Fontes principais