TEOVERA
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Capítulo 07 · Trabalho e salário

Trabalho, salário, descanso e justiça

Ellen White escreveu para instituições religiosas que administravam dinheiro e empregavam pessoas. Nesses documentos aparecem princípios concretos: não explorar quem tem pouco poder, pagar de forma justa, evitar salários exorbitantes e reconhecer o direito do trabalhador ao descanso.

salário justodiferenças salariaisdescansolimites à exploração

Oprimir o trabalhador em seu salário

Em uma carta de 1891, Ellen White tratou como pecado oprimir o trabalhador em seus salários ou privá-lo do que lhe era devido porque ele não possuía força para buscar reparação. O ponto é importante porque liga justiça religiosa a uma relação econômica concreta entre quem paga e quem depende do pagamento.

“Cada trabalhador ... deve receber justa remuneração”

Em Testimonies for the Church, volume 7, ela escreveu que todos os trabalhadores das instituições deveriam receber compensação justa. Criticou a situação em que alguns recebiam grande quantia enquanto pessoas que realizavam trabalho necessário e fiel recebiam muito pouco.

Ao mesmo tempo, Ellen White não defendia nivelamento absoluto. Reconhecia diferenças de responsabilidade e valor do trabalho, mas rejeitava tanto remuneração insuficiente quanto salários exorbitantes.

Tempo de trabalho e direito ao descanso

Em 27 de setembro de 1905, ao orientar instituições de saúde adventistas, Ellen White pediu reforma no modo de tratar trabalhadores. Defendeu uma quantidade razoável de trabalho por dia, períodos adequados de descanso e salário razoável. Escreveu que, se necessário, mais pessoas deveriam ser contratadas para evitar que empregados fossem exauridos.

E as mulheres?

No mesmo documento, Ellen White escreveu que nenhum homem deveria se considerar autorizado a definir arbitrariamente quanto trabalho uma mulher deveria realizar; pediu salário justo e tratamento cortês para trabalhadoras. Essa questão ganha ainda mais força no próximo capítulo, dedicado ao trabalho feminino.

O critério era responsabilidade, não exploração

A leitura completa evita selecionar apenas metade do argumento. Ellen White defendia economia nas instituições, responsabilidade financeira e disposição para sacrifício quando os recursos fossem escassos. Mas insistia que esse sacrifício não deveria recair injustamente sobre poucos trabalhadores enquanto outros eram privilegiados.

Fontes

  1. Ellen G. White — Carta 10, 1891
  2. Ellen G. White — Testimonies for the Church 7:207–208
  3. Ellen G. White — documento de 27 set. 1905, Paulson Collection, p. 189

A página apresenta princípios documentados sobre relações de trabalho e preserva também as qualificações feitas pela própria autora.